27
Jan
10

O tema do próximo post será:

Limite, respeito e sinceridade.

Se você não tem, favor cair fora da minha vida, porque eu sinceramente faço questão de não te ter nela.

E sinceramente, estou cag*ando se serviu a carapuça e alguém se ofendeu.

27
Jan
10

O susto…

Então, vou continuar mais um pouco sobre o tema anterior…

Contando “causos” relativos ao cigarro…

Ano passado rolou uma coisa MUITO bizarra comigo. Parei no hospital 5 vezes e foi um tanto quanto tenso. Explico o que aconteceu:

Da primeira vez que aconteceu tudo, eu estava na sala de aula da faculdade e do nada, comecei a perder um pouco da audição do lado direito. Em questão de segundos, perdi a visão periférica também do lado direito. Em seguida, perdi os sentidos dos dedos e todos os sentidos do lado direito do corpo. Parecia que eu estava anestesiada. Depois de alguns minutos, perdi a fala e a “memória de palavras”, ou seja, eu não conseguia construir uma frase. Estava como uma criança de um ano, balbuceando.

Não conseguia andar em linha reta , por causa da perda da visão periférica.

Não conseguia ligar pra ninguém, pois se não ha visão periférica, não há foco. E se havia perdido o sentido dos dedos e do lado direito do corpo, não havia como pegar um celular. Se houve perda da fala, como raios eu explicaria pra alguém o que tava acontecendo?

Eu fiquei umas duas horas assim, com esses sintomas.

Minha irmã me achou na faculdade na primeira vez que isso aconteceu, me levou pro hospital, passei a madrugada lá, fiz altos exames e nada.

Da 2a vez que rolou, eu estava em casa sozinha e, pelos mesmos motivos, não pude avisar no trabalho, simplesmente faltei.

Da 3a vez, a minha sorte foi que um amigo estava perto e ficou comigo o tempo todo caso eu precisasse de alguma coisa.

Da 4a vez eu estava na casa dos meus pais e meu pai me levou novamente ao hospital, fiz um monte de exames novamente e o médico disse que poderia ser : convulsão, epilepsia ou um início de AVC. Me doparam de calmante e me disseram que isso poderia ter sido pelo excesso de stress juntamente com o fato de fumar e do “alto” consumo de álcool. (olha a merda aí… tá vendo!)

Da 5a vez, eu estava dando aula na escola em que eu trabalhava e por sorte um amigo que resolveu ir lá me visitar me levou pra casa dos meus pais, mas eles não quiseram me levar pro hospital, pq o máximo que eles poderiam fazer era me dopar de calmantes novamente. E isso foi tenso. Eu fiquei mais mongol que o normal o dia inteiro e não resolveu meu problema.

Fiz então uma ressonância magnética… No resultado não deu nada grave. Pelo menos, não muito grave.

O médico me aconselhou então  a parar de fumar o mais rápido possível, reduzir o alcool e tentar diminuir meu nível de estresse fazendo uma yoga ou até mesmo boxe! Que seria ou tentar relaxa ou parar de ficar segurando as coisas e descontar no saco de pancada (pq a soma dos problemas e ficar aguentando tudo no osso ao invés de dizer o que eu penso e me expôr diante das coisas podem causar doenças, segundo ele…)

Não vou dizer que não dei muita bola. Até dei, porque, na boa, eu achei que fosse morrer! E saber que o que eu tive pode ter sido um “princípio de um derrame cerebral” não foi nada agradável.

Mas por mais que eu tivesse me chocado, achei que o cigarro não teria nada a ver com isso. “Oras! Sou muito nova pra ter uma parada dessas por causa de cigarro! Conheço gente que fuma ha não sei quantos anos e nunca teve nada! Por que raios EU teria?” ( Bom… tenho 26 anos e de fato… quase tive um AVC.  Eu até achava que isso só acontecia com gente  beeeeem mais velha… mas fui pesquisar e isso não tem nada a ver. Pode acontecer com qualquer um.)

Tentei reduzir meu nível de estresse e nada disso nunca mais aconteceu.

Reduzi o alcool durante um tempo, mas depois voltei ao consumo diário excessivo.

Agora, reduzi novamente.

Mas mesmo assim, comecei a perceber que meu corpo já não era mais o mesmo. E nem falo só de estrias, péssima cicatrização das coisas nem nada estético (que pesa, lógico). Falo do meu corpo como exaustão constante, péssimo humor que surge do nada, falta de sono, a respiração que fica fodida, crises enormes de tosse de vez em quando… entre outros.

Cheguei num ponto em que já não aguentava mais tudo isso. Estar presa a uma coisa que tava fodendo tudo! Minha saúde, meu humor, meu corpo, meu dinheiro! A minha rotina dependia do cigarro (sim, porque tem o cigarro depois do café, dapois da janta, antes de fazer isso, fazer aquilo… enfim! Os momentos na qual a pessoa passa criar um hábito de ter o cigarro junto)! Foi aí que resolvi tentar parar. Digo tentar porque sei que o processo não é o mesmo pra todos.

Até agora está indo bem, creio.

Reduzi horrores e, pela minha ficha ter caído sozinha, já não sinto mais a necessidade que sentia antes. Só com  a grande redução, já não consigo nem sentir o cheiro do cigarro direito. Se fumo um cigarro já vou lavar minhas mãos (ou até mesmo tomar um banho bem tomado!), escovar meus dentes e usar outra roupa. Já jogo a roupa com cheiro de cigarro na máquina.

Pelo fato de não ter parado totalmente ainda, não percebi grande diferença na minha respiração, mas o meu tempo está sendo muito melhor utilizado, estou economizando GRANDE parte do meu dinheiro, e o meu humor melhorou um pouco. Além de que me sinto melhor sabendo que estou fazendo algo por mim que de fato tem um grande significado.

Por mais imbecil que pareça, o que me está me ajudando a passar o tempo é brincar com papéis de EVA, bordar umas toalhinhas em ponto cruz, cozinhar… Eu sei que isso tudo é muito “ana maria braga”, mas na boa… antes saudável e fazendo coisas de “mulher da casa” (afinal, eu sou mesmo! auehahueauheahu) do que continuar dependente de algo que vai me levar pro fundo do poço.

Bom, vou indo nessa que amanhã é dia.

Buenas noches, personas.

26
Jan
10

As imagens

Bom, como eu havia dito no post anterior, tenho o péssimo hábito de resolver postar de madrugada, na hora em que meus olhos não conseguem mais ficar abertos e eu deveria estar na cama, no décimo sono…

Então não vou terminar aquele post agora, vou só colocar as imagens que havia prometido.

Espero que vocês achem elas tão filhas da puta quanto eu achei, porque só assim pra gente se sentir um pouco pior…

Fotos de campanhas anti- cigarro que estão rolando por aí… não sei quem as criou, por isso não tenho como citar as fontes pra dar os devidos créditos.

(Kill  a cigarette and save a life. Yours.)

Outra hora posto as outras…

Buenas noches pra quem fica.

22
Jan
10

Acabando com uma merda… – parte 1

Eu sei que, normalmente, essas propagandas anti cigarro chocam a todos, menos aos fumantes (que normalmente evitam até de olhar essas imagens por acharem uma merda mesmo).

Eu digo isso porque fumei durante alguns quantos anos e achava uma porcaria e de certa forma, até uma “invasão”  essas propagandas contra o cigarro no próprio maço.
“Oras… todo fumante sabe que o cigarro faz mal e essa merda toda”.
Acho que é tão difícil chocar um fumante, mas tão difícil, que as vezes nem a morte de alguem por causa disso é motivo forte o suficiente pra fazer a pessoa parar de fumar. E eu to ligada que  é absurdo.

Digo isso porque em 2007 perdi uma pessoa da família muito querida, e foi também por causa do cigarro. Fiquei muito mal, chorei horrores (como acontece sempre que perdemos alguém que tenha um grande valor pra nós), vi todos os meus familiares sofrendo com a morte dela… mas nem por isso larguei o cigarro.

Minha mãe já vinha ha anos comprando livrinhos e pegando panfletos pra ver se me convencia a parar de fumar, mas eu nem sequer lia aquilo. Achava um saco que ficassem me incomodando pela mesma coisa. Afinal “a vida é minha e ninguém tem nada a ver com o que eu faço ou deixo de fazer”. Ficou tudo encostado em algum canto que eu não sei qual. Deve ter ido tudo fora já.

No meio de 2005 eu engravidei. Assim que fiquei sabendo que estava grávida, dei todas as minhas carteiras de cigarro e parei também de consumir qualquer tipo de bebida alcoolica.
E por mais que você pense que essa atitude seria “óbvia”, a mais lógica, a que as pessoas normalmente fazem… a coisa não funciona bem assim.
É de fato o mais correto a ser feito.
O que você faz com a sua vida é problema seu, mas a partir do momento que existe uma outra vida ali, na qual você é inteiramente responsável por ela… a coisa muda.

Ninguém tem direito de foder com o outro, muito menos com um ser que não tem nem como se defender. Ou seja, não é porque você fuma e está pouco se lixando se está fodendo o seu organismo que você tem o direito de acabar com a saúde do outro, ainda mais quando esse outro é seu filho.

Mas, infelizmente, tem gente que não pensa assim.
Tem muita mulher por aí que fuma mesmo, bebe mesmo, e foda-se a gravidez. Eu conheci várias que fizeram isso e provavelmente você conhece alguém ou conhece alguém que conhece alguém que já teve essa atitude.

Enfim.
Depois que o meu filho nasceu e já tinha crescido um bocado, fiz a merda (e não sei porque cargas d’água) de voltar a fumar.
Eu poderia dar mil e uma explicações pra isso, ficar me justificando, mas… na boa, eu dei mole. MUITO mole. Depois de… sei lá, mais de um ano sem colocar um cigarro na boca, ainda resolver voltar a fumar… Pelamordedeus.
Mas…, foi o que eu fiz.

Meu filho, hoje, tem 4 anos.
Ele entende tudo e fala tudo. Por mais que eu tentasse fumar longe dele… uma hora não deu mais. Continuei fumando longe, mas ele começou a ver de longe.
Isso pesou. Bastante.

Mas ainda assim, não foi o suficiente.

O engraçado é que, as vezes, o que a gente precisa pra se chocar com isso é algo imbecil. Pequeno perto de todas as situações citadas acima. Algo que passaria completamente despercebido.

Nessa semana saí com um grupo de colegas. Tinha violão, cerveja, muita gente, todo mundo se divertindo… e antes de sair pra encontrar com esses colegas, eu havia comprado uma carteira de cigarro. Me diverti bastante. Estava me divertindo tanto que nem me dei conta de quantas cervejas já tinham ido e nem de quanto cigarros eu havia fumado.
Cheguei em casa muito tarde e de repente, fui procurar meu cigarro e… a carteira estava vazia… me dei conta que só naquela noite, eu havia fumado, SOZINHA, uma carteira inteira.
Eu não sei o que você acha disso, mas eu acho que uma carteira em uma noite…. é cigarro pra cacete!
Isso foi o que me assustou. Ver como algo que eu fazia durante anos, e sempre odiando quando me falavam sobre o mal que causava, já estava incontrolável e eu não tinha percebido.Ou pelo menos, ignorava que estava incontrolável.
Foi então quando vi o quanto isso já estava me afetando: a dependência absurda, o meu humor, a minha rotina, o tempo que eu estava perdendo, e principalmente, a minha saúde.

Resolvi largar essa merda. Talvez não consiga largar de uma vez, afinal, meu corpo ficou dependente desta merda que é a nicotina. Mas acho que todas as formas e tentativas de parar são válidas. Alguma dessas formas vai servir pra mim. Nem que seja ligar no 0800.

Eu poderia ficar mais pelo menos meia hora escrevendo aqui sobre isso…  e ficarei. Não hoje. Já está muito tarde e eu tenho um monte de coisas pra fazer amanhã.
Mas pra tentar dar uma finalizada por agora….
Eu sei que esse texto não foi nada perto de algumas coisas que você já tenha lido sobre o cigarro…. mas… espero que todos que fumam que de alguma forma chegaram a minha página, tenham esse “estalo” ou que percebam que o final, pra todos nós, é o mesmo. Só que até lá, o tempo do fumante, além de ser mais curto, é muito mais sofrido.

Depois vou postar umas imagens que achei realmente geniais e termino esse post…

Sim, porque… eu tenho o PÉSSIMO hábito de resolver postar as coisas de madrugada e nunca consigo terminar de escrever por falta de forças. Meus olhos vão fechando sozinhos… afffe…

Bom, boa noite… que meu corpo já está pedindo arrego.

12
Jan
10

Nobody said this stuff makes any sense…

 

Eu havia escrito este texto ha um certo tempo, mas por algum motivo acabei não postando. Bom, então está aí…

Tudo que vira costume, rotineiro, acaba sendo nem bom, nem ruim. Simplesmente, rotineiro.

Aquilo que você sempre acreditou , de repente, do nada, acabar se tornando uma grande mentira… também pode se tornar rotineiro.

Descobrir que todos os seus sentimentos e esforços por algo  foram em vão, inúteis, em função de uma grande mentira… também não é nada de novo.

Esperar muito por algo , receber esse tal algo e depois tê-lo tirado de você, também é só como de costume…

A mesma música que eu escuto, às vezes, me traz bons sentimentos, me reforça o que já foi dito, as vezes me faz até mudar de idéia,  as vezes me diz coisas novas, muda completamente de significado e me traz sentimentos péssimos, e vai mudando cada vez que a escuto.

No mesmo dia em que percebo o quão maravilhosa é a vida, em quantas coisas lindas tem o mundo, percebo o quão podre as coisas e as pessoas podem ser (não estou me excluindo disso, viu…)

O mesmo por do sol que faz meus olhos brilharem (tá, soou meloso isso, eu to ligada…) , faz com que escorram lágrimas que queimam o meu rosto. É o mesmo que me faz ver a beleza do mundo e ter ódio ao mesmo tempo.É o mesmo que leva o dia a uma escuridão que eu as vezes espero que não se vá. A não ser que se vá para trazer um cinza claro.

Não pedi para que me entendessem e nem sequer disse que isso tudo fazia sentido.

E não… eu não uso ácido…

Que bom que aquilo que me entende não me julga, não tem braços ou pernas,não me decepciona.

A mesma música que muda de significado cada vez que  ouço é a inconstante mais constante e mais presente na minha vida. E pior, é a única que me conforta.

Problemas, todo mundo tem. Não me importarei com os teus.

Drink life as it comes. Straight, no chaser.

17
Nov
09

Merdas do dia-a-dia

Nossa, hoje bateu uma saudade de 2004 e 2005…

Saudade do rio grande do sul, de tomar um mate na pracinha no domingo, de ir pro bar do pingo nos dias de semana, dos churrascos no trabalho no sábado, do meu apezinho…

Enfim….

Algumas boas que eu lembro de 2007 pra cá:

“Se você consegue manter a cabeça enquanto à sua volta todos estão perdendo, provavelmente você não está entendendo a gravidade da situação” (Hugo)

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“Sorte de hoje: O amor conquista tudo ” (orkut) UEHAUHEUAHEUHAUEHAUHEUAHEHUAUEHAUHEUAHEUAHEUAHEUAHEUAHEAHEAEAHEUAEUHA
EAUHEUAHEUHAUEAHEUAHEUAHEUAHEUAUHEUAHEUHAEUHAUHEAUHEHUAEUHAUHEAUHEHAU (dei pála de riso com essa)

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- Enquanto você caga uma lombriga, o muleke caga uma rola deeeeeeeesse tamanho. (será mantida no anonimato, pelo próprio bem dele)

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- É, o problema é que o muleke é tarja preta. (mesmo autor da frase anterior)

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- Pablo, agora tu entra ali ó…
- A la izquierda, a la dereta.

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- Pior que eu procurei, cara, mas eles não vendem anão no eBay, deve custar uns 3.000 conto. (Caco)

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- A Monica Bellucci é muito mais gata que a Jenniffer Conelly.
- Nem boto fé.
- Então vai comer o cu do Gerard DePardieux com cereal (Pablo) (violenta)

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- Vixi fii, vo leva a mina pras brita pra dar uma grampeada, vo soltá as cola. ( será mantida no anonimato)

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- Po, a diferença da secretária eletrônica de um cara bonito e a de um cara feio é tipo assim:

A do cara bonito:
“You have 59 new messages.[i]“piiiiiiiii”[/i]

1a- “Oi Fabinho! Lembra de mim? Aqui é a Jú! A gente saiu dois dias atrás, você disse que ia me ligar pra gente sair outra vez e não ligou até agora. Ó, eu adorei sair com você, eu adorei aquela noite. Acho que você é demais, é um cara diferente de todos os outros… Olha, não vou ficar pagando seu pau não, viu! To esperando você ligar. Bêizu”

2a -  “Fabinhôô! Cadê aquele cinema que você me prometeu ha um mês? Ai, você nem deve mais lembrar de mim. Aqui é a Liz. Liz! A gente saiu ha um mês e você disse que ia me ligar e eu, boba, acreditei. Fabinho, toma vergonha na cara e me liga, tá. “

E todas as outras 57 mensagens do mesmo tipo.

A do cara feio, que quando ele vai olhar, tem UM recado. Isso quando tem algum:

- ” You have one new message [i]“piiiii[/i]“

-” Alô, Thiaaago? Thiago, olha, aqui é a mãe do Jonathan, viu? Eu to ligando pra avisar que hoje não vai ter o rpg que vocês marcaram na casa de vocês porque ele comeu uma coisa estragada e ele passou o dia inteiro no banheiro…, ta cagando horrorres, viu? Vomitando… Aquela noite do rpg, naquele jogo doido que vcs marcaram, nao vai ter hoje, viu… Então ja to avisando que o menino teve dia de rei no banheiro, viu…? Tá, um abraço, viu, Thiago…”

(David)
(pála de riso eterna com essa)

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O comportamento normal das patyzinhas quando um cara feio e quando um cara bonito esbarram nelas na faculdade:

1a situação: O cara bonito e burro esbarra nela e derruba todos os livros.
- Po, desculpa , aí.
- Aiii tudo bem, não tem problema isso acontece mesmo, né. A propósito, eu sou a Mari, tudo bem?
-Tudo bem.
-O que você faz aqui na faculdade?
- Ah, eu faço direito…
- Aaaaiiii que legal! Que legal, você faz direito!Qual matéria que você mais gosta? Eu também faço direito aqui. Qual matéria você mais gosta?
- Ah, eu gosto daquela lá que fala das leis…
- Aaaai eu tambem adoro lei, sabe. Ai, nossa! Código, código civil, eu acho sensacional, adoro estudar pra entender a realidade que está ao meu redor.
- É, eu to ligado que essas lei aí cai em concurso, tá ligado? Mermão, tem que saber, né, as leis… é isso aí.
- Ai, caramba! Você é muito inteligente, muito articulado, nunca vi isso, pega o meu telefone, vamo sair depois da faculdade. Olha, aqui meu telefone, meu nome, viu? Quando você quiser estudar junto, viu, eu também to estudando pra concurso, então acho muito legal ter um parceiro pra estudar.
- Ah não, beleza, pode deixar, tá anotado seu telefone.

2a situação: O cara feio mas extremamente inteligente esbarra na menina.

- Cara, me desculpa, eu tava meio distraído…
- O seu idiota, seu corno cego! Você não olha pra onde você anda não? Seu imbecil, vai se fudêê ô cacete.
- Não que isso! Eu te ajudo, eu posso carregar os seus livros!
- E tira a mão de mim seu merda! Já tá bostando aí,derruba e fica achando que eu sou qualquer vagabunda que você vai chegar junto?! Sai fora, seu trouxa!
(David)

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Quando eu tiver mais tempo digito o resto…

Hoje, comemorarei que a minha irmã e o namorado dela passaram na 2a fase da O.A.B. Que orgúio! :D DD

Preciso de um apartamento com um cantinho do pum maior…

Hoje bateu a deprê… passar dos 25 é surreal. Que merda.

Xau.

17
Nov
09

É…

Tudo passa…

Tanto o que é bom quanto o que é ruim. Fato. O difícil,  é conseguir aplicar isso no nosso dia-a-dia, ter isso em mente.

Eu trabalhava em clínica uns anos atrás, mas realmente não gostava porque, além de não ser nada do que eu queria pro meu futuro, o meu ambiente diário era uma sala, com luz totalmente artifical, sem janelas e o vento era só porque havia um ventilador. Só via o céu antes de entrar no prédio e na hora de sair. Eu realmente não gostava desse clima todo. Parecia que me cansava mais.

Então, resolvi sair desse emprego, fazer algo na minha área, que fosse a minha paixão. Resolvi voltar a dar aula.

No meu novo emprego, o ambiente  era maravilhoso, pois as  “paredes” eram de vidro, as portas ficavam abertas o tempo inteiro, tinha um lindo jardim na frente, um parquinho legal, flores… era outra coisa. Nos intervalos das minhas aulas, eu ficava do lado de fora, só olhando o movimento (coisa de velho, eu to ligada). Até quando eu tinha que ir ao banheiro via a paisagem do lado de fora, pois tinha que passar pela parte de vidro.  Eu me sentia realizada ali. Estava fazendo o que eu gosto e era,  até então, o melhor ambiente de trabalho que eu já tinha tido.

Eu estava lá todos os dias das 7:30 da manhã até o meio-dia. Muitas vezes, trabalhava ali também a noite e não achava problema nenhum em ter que substituir qualquer professor no período da tarde, caso eu não tivesse compromisso ou tivesse com quem deixar o meu filho.

Ficava estourada de cansaço, as vezes me dava dor de cabeça, as vezes eu não conseguia ter tempo de tomar café da manhã, ou ficava sem almoçar ou sem jantar, mas eu estava feliz. Feliz.  Satisfeita.  Sentindo que o meu dia havia rendido e que eu tinha feito alguma diferença na vida de algumas pessoas, com relação a ensino.

Criei amizades muito boas com alguns outros professores, um carinho ENORME com todos os meus alunos. Passei momentos engraçadíssimos, momentos tristes (uma aluna minha faleceu esse ano e me comunicaram quando eu saí da sala de aula pra pegar um copo d´água. Foi realmente terrível. Não consegui lecionar mais aquele dia, fiquei em estado de choque.)… enfim. Fazia parte da minha rotina, da minha vida.

Em agosto, eu me demiti. Os estresses lá começaram  a rolar no início desse ano, eu realmente não aguentava mais. Foi uma merda, porque, aquilo era antes tão lindo pra mim que eu não conseguia acreditar que de fato todas aquelas porcarias estavam acontecendo, que as coisas tinham tomado aquele rumo.

Mas, tudo passa. A atitude de sair de lá, foi minha. Fui eu que me demiti, que resolvi sair disso. Foi, no mínimo,  imbecil da minha parte um dia ter achado que eu iria passar o resto da minha vida ali.

Tudo passa. E esse foi um capítulo da minha vida que, feliz ou infelizmente, passou. Diante disso, não sabia que rumo as coisas tomariam.

Passei o mês de setembro cumprindo aviso prévio e o mês de outubro digerindo que isso não existiria mais nos meus dias, apesar de sentir um alívio esquisito.

Esse mês de aviso prévio foi realmente um mês de merda. Aquele tipo de mês que você desejaria poder apagar.

E esse não foi o único acontecimento daquele mês: tive terríveis pesadelos, viajei pra outro estado e só deu merda basicamente, na volta pra Brasília o avião atrasou quase 3 horas só na fila do check-in, a bateria do meu celular acabou (então eu nem tinha como avisar a ninguém que o vôo atrasaria, eu nem tinha como perder o meu lugar na fila), chegando em Brasília (no pior estado emocional do mundo), vejo que perderam minhas malas. Passei a madrugada no aeroporto, sem um puto pila nem pra tomar um refrigerante e nada das minhas malas. Cheguei em casa lá pras 4 da manhã e tinha que acordar as 6 pq tinha que estar lá na escola (cumprindo o aviso prévio) às 7:30…. enfim! Todo o caos, estresse, momentos difíceis, reações terrríveis a ações péssimas,  medo das coisas que teriam que ser enfrentadas, pensar merda de coisas que não não mereciam esse tipo de pensamento, ansiedade para que tudo acabasse logo…  todas as coisas possíveis (ou quase todas) aconteceram. E parecia que nada daquilo estava dando sinal de que ia acabar.  Eu realmente já não aguentava mais.

Depois desse acontecimento, passei quase um mês com insônia. Resolvi voltar a frequentar a faculdade (à noite), até pra ver se dava uma alividada na minha cabeça, focar em outras coisas.  Mas… não adiantou muito. Eu não estava muito afim de papo, não estava conseguindo nem pensar direito…. estava away de tudo. Em um determinado dia, num intervalo de aula, desci correndo da minha sala -pra não dar tempo de ninguém mesmo falar comigo-, fiquei em um lugar que eu normalmente não fico, onde acreditava que ninguém me procuraria, e fumei meu cigarro. Eu não aguentava mais o monte de merdas que estavam acontecendo, que pareciam que iam durar pra sempre,  queria conseguir parar de pensar, parar de sentir todas aquelas coisas, queria dormir. Ou melhor, sumir!
Ainda assim, um colega por acaso me achou e me perguntou o que me deixava tão aflita.
Eu nunca tive muita intimidade com ele, então acabei falando pouquíssimas coisas por alto. Ele nem quis ouvir mais, só falou, falou e falou. O mais engraçado é que tudo que ele falou se encaixou perfeitamente no que eu estava passando. E ele soube dizer exatamente aquilo que eu precisava ouvir. Não que fossem coisas boas ou que me confortassem, mas era o que tinha que ser dito.
Continuei mal ainda depois de um tempo : não tinha vontade de comer, estudar, por mais que eu procurasse sentido nas coisas, não encontrava.
Mas, o mais legal de tudo isso, é que quando todo esse caos passou, senti como se tivesse subido um degrau na minha vida. Senti como se tivesse vencido uma batalha. O motivo do caos já não me era mais importante: só o que eu sentia importava, só a dor, o não saber o que fazer. Isso parece que me fez sentir uma vitória. Ter superado tudo aquilo que me foi insuportável, que me deixava com falta de ar… me senti mais forte.
Eu sei que situações como as que aconteceram poderão acontecer novamente, novos obstáculos aparecerão, novas decepções, novos conflitos, novas sensações de perda… e talvez eu nem saiba lidar direito com eles na hora em que apareçam … mas só o fato de hoje ter a consciência de que tudo isso passa, de que tudo pode ser superado, já me deixa mais feliz.

Talvez, na hora que eu acorde, eu me emputeça com alguém, com alguma situação, ou até comigo mesma, meu dia amanhã pode ser um cocô e pode ser que tudo dê errado, mas eu sei que quando eu deitar a cabeça no travesseiro, provavelmente vou me sentir feliz, tranquila, sabendo que o dia que vai nascer vai me trazer coisas para me deixar mais forte, por mais amargas que essas coisas sejam.

Na boa, não sei se esse texto tá fazendo muito sentido. São quase 3 da madrugada e eu to caindo muito de sono. Só estou aqui pq ouvi alguém gritando do lado de fora e tomei um puta susto.

Amanhã eu leio o que escrevi e se for o caso, organizo as idéias.

Vou lá ver que que tava rolando daquele grito que ouvi.

Buenas noches, crianças.

17
Nov
09

November 15, 2009.

(escrevi esse texto antes, mas a internet caiu e não rolou de postar antes)

Estava com pouquíssimo tempo pra atualizar blog, fotolog e coisas da internet. … Na verdade, a minha disposição mental que era pouca e eu acabava ocupando meu tempo com coisas tão inúteis quanto, como passar pelo menos duas horas do meu dia pensando merda, em cagadas da vida, em como nossos esforços as vezes são vão… vai calcular… acho que deve dar um pouco mais de duas horas né. Acontece. Não que eu não tivesse o que fazer: tinha uma caralhada de coisa da faculdade, que acabou ficando pra trás, tinha um monte de coisa pra arrumar em casa, um monte de roupa pra lavar (quando você sair da casa da mamãe vai entender o drama). Não que eu me arrependa ou ache errado deixar algumas responsabilidades pra trás de vez quando, muito pelo contrário. Acho que cada um tem o seu momento: os de ficar feliz, de correr atrás das coisas que são importantes, mas todos também temos nossos momentos de merda. Aqueles em que nada nos satisfaz, em que paramos e pensamos em tudo que fizemos ao longo de nossas vidas e vemos nossas conquistas, e o quanto que sempre queremos mais, mais e mais.
Esse “mais, mais e mais” cansa. Caramba, como cansa!
Você chega as vezes num momento onde nada do que foi conquistado importa, porque não é mais o momento que você está vivendo. E nós temos o péssimo hábito de querer sempre mais.
Hoje, eu parei de “querer mais”.
Acho que é até porque já quis tanta coisa com tanta força e não consegui, que perdeu a graça. Já corri atrás de tanta coisa que, sinceramente, não valia a pena e só eu não via… no final acabei percebendo que era o meu tempo e a minha boa vontade sendo desperdiçadas. Já gastei dinheiro que não tinha pra poder lutar pelos meus sentimentos que acabaram sendo jogados no lixo, que nem vontade de sentir dava mais. Já batalhei por coisas e acumulei minha bagagem pra peitar as pessoas mais fodas na área e vi todo meu conhecimento e experiência sendo trocados por gente sem a menor competência.
Sinceramente… eu não quis mais querer mais.

Hoje, eu não quis mais ser a melhor aluna de fonética e fonologia, não quis mais ser mais compreensiva, nem fazer mais amigos, nem conversar mais, nem fazer tudo mais bonito. Só sentar e fazer nada ” de mais”.  Por isso resolvi postar alguns textos que são simples e que eu acho que são um “bom passa-tempo”.

Provavelmente você está lendo isso (ou não) achando a maior palhaçada do mundo. Então, se for assim, eu aconselho clicar no “X” no topo da tela e fechar a página. Porque se você, assim como eu, resolveu entrar numa página de internet porque queria encontrar “algo mais”, além de desabafos ou textos de quem cursa letras, talvez isso aqui não te supra.

E não, não é bem “mau humor”….  é um pouquinho de mau humor com um pouco de  falta de paciência pra muita coisa mesmo.

Bom, espero que passe depois que eu conseguir descansar a mente.

Boa madrugada.

17
Nov
09

A Grandeza de Carácter ( Friedrich Nietzsche )

” Obedecer aos próprios sentimentos? Arriscar a vida ao ceder a um sentimento
generoso ou a um impulso de momento… Isso não caracteriza um homem: todos são
capazes de fazê-lo; neste ponto, um criminoso, um bandido, um corso certamente
superam um homem honesto. O grau de superioridade é vencer em si esse elã e
realizar o acto heróico, não por um impulso, mas friamente, razoavelmente, sem a
expansão de prazer que o acompanha. Outro tanto acontece com a piedade: ela
há-de ser habitualmente filtrada pela razão; caso contrário, é tão perigosa como
qualquer outra emoção. A docilidade cega perante uma emoção – tanto importa que
seja generosa ou piedosa como odienta – é causa dos piores males. A grandeza de
carácter não consiste em não experimentar emoções; pelo contrário, estas são de
ter no mais alto grau; a questão é controlá-las e, ainda assim, havendo prazer
em modelá-las, em função de algo mais.”

16
Nov
09

Por Não Estarem Distraídos (Clarice Lispector)

” Havia a levíssima embriaguez de andarem juntos, a alegria como quando se sente a garganta um pouco seca e se vê que por admiração se estava de boca entreaberta: eles respiravam de antemão o ar que estava à frente, e ter esta sede era a própria água deles.
Andavam por ruas e ruas falando e rindo, falavam e riam para dar matéria peso à levíssima embriaguez que era a alegria da sede deles. Por causa de carros e pessoas, às vezes eles se tocavam, e ao toque – a sede é a graça, mas as águas são uma beleza de escuras – e ao toque brilhava o brilho da água deles, a boca ficando um pouco mais seca de admiração.
Como eles admiravam estarem juntos! Até que tudo se transformou em não. Tudo se transformou em não quando eles quiseram essa mesma alegria deles. Então a grande dança dos erros. O cerimonial das palavras desacertadas. Ele procurava e não via, ela não via que ele não vira, ela que, estava ali, no entanto.
No entanto ele que estava ali. Tudo errou, e havia a grande poeira das ruas, e quanto mais erravam, mais com aspereza queriam, sem um sorriso. Tudo só porque tinham prestado atenção, só porque não estavam bastante distraídos. Só porque, de súbito exigentes e duros, quiseram ter o que já tinham. Tudo porque quiseram dar um nome; porque quiseram ser, eles que eram.
Foram então aprender que, não se estando distraído, o telefone não toca, e é preciso sair de casa para que a carta chegue, e quando o telefone finalmente toca, o deserto da espera já cortou os fios.
Tudo, tudo por não estarem mais distraídos.”